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Simplificando, crenças são a forma como acreditamos que o mundo é. Nem mais, nem menos. Podemos nem ter uma noção exacta daquilo que ele é, ou seja, podemos nunca ter pensado objectivamente no assunto. Mas vivemos, sentimos e percepcionamos o mundo através dessas crenças. Podemos chamar-lhes os nossos filtros internos, se quisermos. São os “óculos” através dos quais vemos o mundo.

As nossas crenças surgem através das elaborações que vamos tirando da vida, através das experiências que vivemos ou, na sua maioria, por “herança”. Herança, porquê? Enquanto somos crianças, as nossas figuras de autoridade (pais, avós, vizinhos, professores, etc.) são os mestres do mundo, as pessoas que cuidam de nós, que “sabem tudo”, e por isso acreditamos completamente naquilo que nos transmitem. Mais tarde, e em especial quando nos tornamos adultos, apercebemo-nos de que os adultos não sabiam tudo, assim como nós não o sabemos. Mas as crenças já estão enraizadas, cristalizadas.

Na maioria das vezes, aquilo que temos como crença foi verdade, ajudou-nos, foi adaptativo. “Tenho de me esforçar bastante para conseguir ter sucesso.” Se calhar foi verdade para Trigonometria, e levou-me a passar à disciplina, mas a generalização do pensamento a todas as outras situações da vida, fazem-nos penar desnecessariamente, sem acreditarmos na capacidade de termos sucesso sem nenhum esforço sobre-humano.

Como esta, existem milhares de pensamentos automatizados, por vezes não conscientes, que nos habitam.
“Se não for o melhor em tudo, sou um fracasso.”
“As pessoas não gostam de mim.”
“Os homens não choram.”
“Se demonstrar as minhas emoções, sou uma fraca.”
“O dinheiro trás corrupção. Os ricos são corruptos.”


Vivemos segundo as nossas crenças e explicamos os nossos comportamentos de forma tão racional, que corroboramos essas mesmas crenças, sem nos darmos conta. Filtramos a realidade através do que acreditamos e acreditamos naquilo que vivemos e experienciamos. Costumamos chamar-lhe “a pescadinha de rabo na boca”. E, ainda que estes pensamentos nos façam sentir mal, trazem-nos, também, benefícios de que não queremos prescindir.

Ultrapassar essas crenças requer um alargar da nossa mente consciente, um reflectir profundo sobre os pilares onde assentam as nossas construções do mundo. Temos de nos treinar no processo de auto-análise.
- Qual é a crença que me faz agir/ pensar/ sentir desta forma?
- De onde vem?
- É-me útil? Quais são os benefícios que dela obtenho?

E não se esqueça de que, a única forma de se livrar das ervas daninhas do seu jardim, é plantar nele plantas que utilizem a terra de onde se serviam as ervas daninhas. Plante crenças motivadoras dentro de si. Abra a mente a novas formas de pensamento e sinta a sua força. Não se limite!

- No que é que eu gostaria de acreditar? Como me faria sentir?
- Que benefícios posso obter desta nova forma de estar?
- Imagine a sua vida segundo novas formas de pensamentos e sinta-se bem com o que obtém disso! Pense, pense, escreva, treine. Hoje em dia, existem várias técnicas que poderão auxiliar no processo de trabalhar crenças (visualização, relaxamento, afirmações conscientes, PNL,etc).


Quanto mais se focalizar nos novos pensamentos, assim como no impacto destes na sua vida, mais sucesso terá. Formar-se-ão, realmente, novas conexões neuronais que se tornarão mais fortes. E a sua percepção da vida muda!
 


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